5 de jul de 2012

Referencial absoluto

Como é importante a definição de um referencial absoluto...

Referencial absoluto

Os absolutos são necessários para a ordem (“kosmos”, em grego), e um exemplo disto é a definição de conceitos fundamentais e referenciais nos sistemas de unidades científicas, a exemplo do Sistema Internacional (SI), adotado por nosso país.
Segundo os registros históricos dos órgãos internacionais responsáveis pelas definições de pesos e medidas, a definição do metro foi evoluindo para um referencial mais confiável, ao longo do tempo.
Desde 1872, a definição de metro (m) era a de um décimo de milionésimo (1/10.000.000) de um quadrante do planeta Terra, ou seja, da distância do equador até o polo norte, na longitude de Paris.
Devido à dificuldade prática desta medida no quadrante Terrestre, a definição do metro foi revista, em 1889, para ser igual a distância entre marcas de precisão em barras de uma liga metálica contendo 90% de platina e 10% de irídio, a temperatura de 0°C. Esta liga foi usada como referência para o metro, pois é muito resistente à oxidação, é dura, pode ser altamente polida, e tem uma capacidade de expansão ou contração térmicas muito reduzida. Estas barras, conhecidas como protótipos internacionais em platina iridiada, se encontram até hoje guardadas no Bureau Internacional de Pesos e Medidas, na França.
Outra substituição da referência do metro foi feita em 1960, por uma definição baseada no comprimento de onda de uma radiação do isótopo de massa 86 do criptônio, com a finalidade de aumentar a exatidão. Portanto, na décima primeira Conferência Geral de Pesos e Medidas realizada neste ano, o metro (m) foi definido no novo Sistema Internacional (SI) de unidades como igual a 1.650.763,73 comprimentos de onda da linha de emissão laranja-vermelha, encontrada no espectro eletromagnético do isótopo de massa 86 do átomo de criptônio, no vácuo.
Em 1983, com a finalidade de aumentar ainda mais a confiabilidade na medida do metro, essa última definição foi substituída pela seguinte: “O metro é o comprimento do trajeto percorrido pela luz no vácuo durante um intervalo de tempo de 1/299.792.458 de segundo”, sendo a velocidade da luz no vácuo definida como constante no valor de  299.792.458 metros por segundo.
Em 1905, Albert Einstein já havia postulado o princípio de que velocidade da luz (c) no vácuo seria invariante ou constante, em sua famosa Teoria da Relatividade Especial ou Restrita, que deu origem a famosa equação que envolve a equivalência ou transmutabilidade entre massa (m) e energia (E), representada por: E=mc2
No entanto, se a definição do metro, segundo o SI, depende da definição do tempo em segundo (s), então precisa haver um referencial confiável também para esta medida.
Até antes de 1960, o segundo (s) era definido como a fração de 1/86.400 do dia médio solar, mas irregularidades no período de rotação da Terra em torno do seu próprio eixo (dia solar médio de 24 horas) fizeram esta definição ficar obsoleta. Portanto, na décima terceira Conferência Geral de Pesos e Medidas de 1967, o segundo (s) foi definido da seguinte forma: “O segundo é a duração de 9.192.631.770 períodos da radiação correspondente à transição entre os dois níveis hiperfinos do estado fundamental do átomo de césio 133”.
Esta definição moderna do segundo (s) adotada pelo SI, medida através de um relógio atômico de césio 133, foi confirmada estar em concordância, dentro de uma precisão de 1 (uma) parte em 1010 (dez bilhões), com a definição do segundo (s) proveniente das observações lunares (“efemérides astronômicas”).
Mesmo com a grande precisão do relógio atômico de césio 133, há uma estimativa de que ele possa atrasar a medida de 1 minuto a cada 65.000 anos.
Isto mostra que apesar dos institutos de pesos e medidas estarem aprimorando as tecnologias empregadas para a definição precisa, por exemplo, do metro (m) e do segundo (s), unidades fundamentais do Sistema Internacional (SI), estas definições são calcadas em referenciais definidos pelo critério humano e, portanto, ainda sujeitos a erros e imprecisões.
“E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós” (Ex 3:14). Este é o Deus que sempre Foi, É, e Será.
“O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar” (Mt 24:35).
A definição exata de tudo depende do referencial absoluto, e o único referencial absoluto e imutável é o nosso Deus eterno e soberano, projetista e criador do Universo e de tudo que há nele, em todos os seus metros cúbicos (m3) de volume (ou espaço tridimensional), e desde a eternidade contabilizada em todos os seus segundos (s).
Louvado seja o Santo Nome do nosso Senhor Deus, por toda a Sua completeza e imutabilidade, pelos séculos dos séculos, sendo um referencial absoluto para Seus filhos.