31 de out de 2015

dia 31 de outubro - celebração da Reforma Protestante

No dia 31 de outubro é celebrada a Reforma Protestante, pois foi o dia em que Martinho Lutero, em 1517, expôs na porta da catedral de Wittenberg (Alemanha), suas 95 teses.
Um dos assuntos centrais, senão o assunto principal desta grande transformação histórica na igreja de Cristo, foi sem dúvida, a "A justificação somente pela fé":

[Em Gálatas 2:16, Paulo vai direto ao coração do que significa ser um Cristão: “temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei”. Paulo está citando a maior de todas as promessas de Deus. Ele prometeu o perdão dos pecados para todos aqueles que verdadeiramente crerem somente em Jesus Cristo para a salvação, libertando-os de toda a culpa, e imputando a eles a justiça perfeita de Cristo, como uma cobertura para todas as suas enfermidades e pecados remanescentes. Sendo pessoas justificadas, eles são justos, em Cristo, diante de Deus, e herdeiros da vida eterna.
Esta doutrina é tão antiga quanto a Bíblia. Abrão “creu no SENHOR, e isso lhe foi imputado para justiça” (Gênesis 15:6). Davi declarou: “ Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada, cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não atribui iniquidade” (Salmos 32:1-2). Isaías registra a promessa de Deus: “o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si” (Isaías 53:11). Ainda, a Palavra de Deus para Habacuque foi “o justo viverá pela sua fé” (Habacuque 2:4)... 
...Esta doutrina foi ensinada por todos os apóstolos, mas coube a Paulo expô-la detalhadamente em suas epístolas.
Nos séculos seguintes, a igreja Cristã veio a equiparar a justificação com a santificação, afirmando que um pecador tinha que buscar a justificação, aderindo a um regime severo de penitência, e auxiliado por infusões de graça através dos sacramentos. O objetivo não foi tanto o de justificação, mas o de purgação, ou limpeza dos pecados. Reconhecendo que a conquista deste objetivo, nesta vida, estava além das habilidades da maioria das pessoas – na realidade, é claro, de todas as pessoas – a igreja pré-Reforma prorrogou o caminho da penitência e da purificação para a próxima vida. Ela reduziu o perdão a uma mercadoria, na forma de perdões eclesiásticos, ou “indulgências”, que eram vendidas por agentes especiais conhecidos como “perdoadores”.
Um destes agentes, Johann Tetzel (1465-1519), comumente bradava “Assim que a moeda cair no fundo do cofre, a alma salta do purgatório!” (“As soon as the coin in the moneybox rings, the soul from Purgatory springs!”, rimando em inglês). Em 1517, Martinho Lutero respondeu com as suas “Noventa e Cinco Teses”, combatendo o sistema de penitência e a venda de indulgências ou perdões. Lutero passou a reafirmar a doutrina bíblica da justificação somente pela fé em Cristo, como o grito de guerra da Reforma.
A justificação é a dádiva gratuita de Deus para todos aqueles que creem em Jesus Cristo como o único Salvador, encontrando Nele todas as coisas necessárias para a sua salvação. Não é exigido nada de nós, exceto a fé. A extensão é para todos os pecados, exceto para o pecado da descrença, e depende completamente do que Cristo é e do que Ele fez, e não depende de nada em nós...
...A fé que justifica não é uma fé morta, mas é sempre acompanhada por graças tais como a autonegação, o arrependimento, e a gratidão a Deus, e sempre produz frutos na forma de boas obras feitas em conformidade com a lei de Deus, e para a Sua glória. Paulo concorda com Tiago que uma fé sem tais graças e frutos é uma fé morta, que não consegue justificar um pecador...]

"fides viva"

"Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie" (Efésios 2:8-9)

Muito obrigado, Senhor, por ter vivificado o coração e a mente de homens como Martinho Lutero, João Calvino, Ulrich Zwinglio, Martin Bucer, dentre outros, conhecidos ou anônimos, para o grande avivamento que o Senhor proporcionou à Tua igreja, conhecido historicamente como a Reforma Protestante. 
A Ti, toda a glória, agora e para todo o sempre!

Fontes:
1) Trechos traduzidos de ["Justification by Faith Alone"], The Reformation Heritage KJV Study Bible, Joel R. Beeke (editor geral), Reformation Heritage Books (RHB), Grand Rapids, Michigan, 2014, “List of In-Text Articles”.
(http://kjvstudybible.org)

28 de out de 2015

Aprendizado piedoso 113

“A graça justificadora é o compromisso amoroso e, por nós, imerecido de Deus, para nos resgatar da Sua ira e do Seu julgamento. Em Cristo, Deus nos liberta do pecado e nos transporta para o Seu amoroso reino de perdão. A graça justificadora nos chama a confiar em Cristo como o nosso salvador, aquele que tomou sobre Si mesmo os nossos pecados e o justo julgamento. Quando confiamos em Cristo, por fé, a sua obra de perdão começa, nos liberando de nossa dívida de pecado, transformando nossos corações, e libertando-nos, para vivermos para Ele. Quando olhamos para Cristo, em fé, e cremos que a sua morte foi a nossa morte, e que a sua punição foi o nosso julgamento, nós recebemos a Sua justiça, pela graça de Deus. Esta declaração de justiça é forense, no sentido em que as queixas ou acusações legais contra nós foram retiradas, e nós fomos declarados justos e retos, diante de Deus. Sermos declarados como justos significa receber uma condição legal de termos sido perdoados, e não mais passíveis de punição.”
(John Stott)

23 de out de 2015

Aprendizado piedoso 112

“Quereis também vós outros retirar-vos?”
(João 6:67)
C. H. Spurgeon

Muitos têm abandonado a Cristo, e não tem andado mais com Ele; mas qual razão VOCÊ tem para esta mudança? Houve alguma razão para isto no passado? Jesus não provou a Si mesmo como suficiente para tudo? Ele faz um apelo para você esta manhã: “Eu tenho sido um deserto para você?” Quando a sua alma simplesmente confiou em Jesus, você já foi alguma vez confundido? Até agora, você não encontrou o seu Senhor sendo um amigo compassivo e generoso com você, e a simples fé Nele não lhe concedeu toda a paz que o seu espírito poderia desejar? Você poderia sonhar com um amigo melhor do que Ele tem sido para você? Portanto, não mude o antigo e tente pelo falso novo. Quanto ao presente, ele pode compeli-lo a deixar a Cristo? Quando nós estamos duramente atormentados por este mundo, ou com as rigorosas provações dentro da Igreja, nós sabemos que a coisa mais abençoada é deitar a nossa cabeça no peito do nosso Salvador. Esta é a alegria que nós temos hoje, que estamos salvos Nele; e se esta alegria é satisfatória, pelo que deveríamos pensar em mudar? Quem barganharia ouro por escória? Não vamos renegar ao sol, até encontrarmos uma luz melhor, nem deixar o nosso Senhor, até um amor mais brilhante aparecer; contudo, como isto pode nunca acontecer, nós iremos nos agarrar a Ele com um abraço imortal, e vincular o Seu nome como um selo sobre o nosso braço. Quanto ao futuro, você pode sugerir qualquer coisa que possa surgir e necessariamente fazê-lo amotinar-se, ou abandonar a velha bandeira, para servir a outro capitão? Nós acreditamos que não. Se a vida for longa, Ele não muda em nada. Se somos pobres, o que é melhor do que ter a Cristo, que pode nos tornar ricos? Quando estamos doentes, o que mais queremos além de Jesus, para cuidar de nós na nossa doença? Quando nós morremos, não está escrito que “nem a morte, nem a vida, nem as coisas do presente, nem as do porvir, podem nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”? Portanto, nos juntamos a Pedro para dizer: “Senhor, para quem iremos?” [João 6:68].

Aquivo em PDF neste link.

21 de out de 2015

Aprendizado piedoso 111

"Alegria é a resposta natural quando contemplamos a Deus. O que isto tem a ver com tédio? Pessoas alegres estão mobilizadas. Elas se alegram em realizar pequenas obediências. Elas tem prazer em servir a Deus de qualquer forma ordinária que julgarem oportunas. Elas também sabem que um exército de pessoas, exercendo pequenos passos de obediência, é o que move o reino de Deus para frente, em poder."
(Edward T. Welch)

6 de out de 2015

Aprendizado piedoso 110

Quando eu digo Eu sou um Cristão

Quando eu digo, “Eu sou um cristão”,
Não estou bradando, “Eu sou salvo!”...
Estou sussurrando, “Por vezes, me sinto perdido... Por isso sigo este caminho”...

Quando eu digo, “Eu sou um cristão”, 
Não falo com orgulho humano...
Estou confessando que tropeço e necessito que Deus seja o meu guia...

Quando eu digo, “Eu sou um cristão”,
Não estou tentando ser forte...
Estou professando que sou fraco e rogo por força para poder continuar...

Quando eu digo, “Eu sou um cristão”,
Não estou me gabando de sucesso...
Estou admitindo que sou falho e não posso pagar a dívida...

Quando eu digo, “Eu sou um cristão”,
Não acho que sou um sabe tudo…
Estou submetido à minha confusão, pedindo humildemente para ser ensinado...

Quando eu digo, “Eu sou um cristão”,
Não estou declarando ser perfeito...
Minhas falhas são demasiadamente visíveis, mas Deus acredita que eu valho a pena...

Quando eu digo, “Eu sou um cristão”,
Eu ainda sinto o aguilhão da dor...
Eu tenho a minha quota de angústia, e é por isso que busco o nome de Deus...

Quando eu digo, “Eu sou um cristão”
Não estou querendo julgar...
Eu não tenho autoridade...
Eu só sei que sou amado.


Tradução do poema "When I say I am a Christian", de Carol S. Wimmer (1988).
Arquivo PDF neste link.